O lado (in)pratico da desflorestação

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Os Indios da Internet

Como a internet está a ser usada por comunidades indígenas para proteger a Amazônia.


Nós e os outros


Jumento no parlamento

Ser burro não é vergonha. Vergonha é querer fazer dos outros burros. E é isto mesmo que alguns dos nossos deputados andam a fazer. Segundo eles, fica dez vezes mais caro beber água da torneira do que beber água engarrafa. O governo tentou acabar com o Carnaval, mas aqui ao menos não faltou palhaçada.

Em 2010 o Parlamento consumiu 35 000 litros de água mineral, divididos por 48 000 garrafas e garrafões. Com o objectivo de cortar na despesa, que actualmente ronda os 8800€ anuais, e de produzir menos lixo, um deputado do PS apresentou uma proposta para a Assembleia da República passar a usar água da rede pública, como de resto já acontece por exemplo no Ministério do Ambiente. O custo do mesmo volume de água seria apenas 57€. Inexplicavelmente, a proposta foi chumbada.

Passado pouco tempo é apresentada uma proposta similar mas desta vez apenas para a comissão de Ambiente, uma das muitas comissões da nossa assembleia. A proposta foi de novo chumbada, mas com o Conselho de Administração a ficar encarregue de fazer um estudo sobre vários custos envolvidos nas várias opções de fornecimento de água. E se a história era até agora bizarra, ainda mais ficou. Esse mesmo estudo do Conselho de Administração argumenta que a água engarrafada custa 260 € mensais enquanto a da torneira custaria 2730 euros! Parece não fazer sentido. E não faz mesmo. Este valor estapafúrdio vem, segundo o Conselho de Administração da necessidade de incluir os custos de pessoal “para o enchimento, limpeza, colocação e arrume dos vasilhames”.

Note-se que a Assembleia tem já pessoal que se encarrega de encher, limpar, colocar e arrumar os copos, portanto não se percebe porque razão seria preciso contratar pessoal apenas para lidar com os novos jarros. Mas há ainda mais dados extraordinários relacionados com estes jarros já que o mesmo estudo estima que seja necessário comprar 360 (30 para cada comissão!) e que o preço seria 4680 € (ou 13 euros por jarro!). É extraordinário como nada neste estudo faz sentido.

Mas se em termos económicos a decisão do Conselho de Administração da Assembleia da República já não fazia sentido, o que dizer da referência da secretária-geral da Assembleia da República, Adelina Sá Carvalho que não a rede pública que abastece Lisboa não tem meios para “garantir quer na origem quer na distribuição água ‘bacteriologicamente pura’”. É suficientemente boa para os dois milhões de Portugueses que vivem na capital mas não para a senhora secretária-geral. Pena que não seja ela mesmo a pagar por estas “necessidades especiais”.

Numa altura em que parece haver cortes em tudo houve já claramente um corte acentuado no bom senso de alguns dos nossos parlamentares. Mas o triste nem é isso, o triste é eles acharem que estão acima da austeridade que impuseram a todos os outros portugueses. Afinal de contas ser burro não é vergonha, vergonha é querer fazer dos outros burros


Analfabetismo natural

Autor: Raimundo Rucke Santos Souza, Brasil


O que a Natureza nos ensina

Nesta inspiradora apresentação acerca dos recentes desenvolvimentos em biomímica, Janine Benyus mostra exemplos animadores nos quais a natureza já está a influenciar os produtos e sistemas que construímos.


Quando se ignora o futuro…

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